As Grandes Potências e Seus Dilemas
As listas finais para a Copa do Mundo são o ponto final de um ciclo de incertezas e o início da disputa real. E as potências do futebol mundial não passaram ilesas por esse processo. No Brasil, a grande novela foi a volta de Neymar. O que parecia improvável no início do ano se concretizou, mas a verdadeira surpresa de Carlo Ancelotti foi a ausência de João Pedro, atacante do Chelsea, que parecia ter vaga cativa. Uma decisão que certamente renderá debates ao longo do torneio, assim como a aposta no experiente Weverton como terceiro goleiro.
Na Alemanha, a novidade tem nome e sobrenome: Manuel Neuer. O lendário goleiro, que havia indicado o fim de seu ciclo, não apenas voltou, mas retomou a titularidade, em uma reviravolta que muda o status da posição. Na Argentina, a base campeã de 2022 segue forte, mas a lesão de última hora de Ronald Araújo se torna uma dor de cabeça para a defesa. Já a França de Deschamps lida com a lesão do pilar defensivo Saliba, testando a profundidade de seu elenco estelar.
O Drama das Lesões e os Cortes Inesperados
Para muitas seleções, a reta final de preparação foi marcada pelo drama. A Copa do Mundo pode ser cruel, e a lista de jogadores cortados por lesão às vésperas do torneio é dolorosa e impactante.
As seleções podem trocar um jogador lesionado da lista oficial, até a véspera da sua estreia. Depois disso não mais. (...) É um limite diferente porque depende da sua data de estreia.
O Canadá sofre um golpe duríssimo com a provável ausência de Moïse Bombito, zagueiro essencial para a implementação do estilo de jogo de Jesse Marsch. Marrocos, uma das sensações, perdeu o ponta Abde Ezzalzouli, seu jogador mais incisivo no um contra um. A Áustria, por sua vez, terá que se reinventar sem Christoph Baumgartner, o cérebro da equipe. Cada ausência é uma ferida aberta no planejamento de um país.
As Novas Caras e as Surpresas do Mapa
Mas nem só de dramas vive uma convocação. Há espaço para a ascensão meteórica e para as gratas surpresas. Na República Tcheca, o jovem Hugo Sorek, de apenas 18 anos, que no início do ano atuava no sub-19, carimbou seu passaporte para o Mundial. Marrocos, apesar da perda de Abde, se fortaleceu no meio-campo com a naturalização de Ismaël Bouad, um jovem e talentoso volante que defendia as bases da França.
A Suécia de Graham Potter, por outro lado, optou por deixar de fora uma safra de jovens promissores como Roony Bardghji e Hugo Larsson, em uma decisão que priorizou a experiência em detrimento do potencial. O mapa da Copa está traçado. Um complexo mosaico de 48 nações, cada uma com suas esperanças, seus problemas e suas histórias, prontas para serem contadas a partir de agora, quando a bola finalmente rolar.






