Manter a coroa mundial é um dos maiores desafios do futebol moderno. Em junho de 2026, a Seleção Argentina inicia sua trajetória rumo ao tricampeonato na América do Norte carregando consigo o peso da experiência. O técnico Lionel Scaloni apostou na continuidade, convocando 17 dos 26 campeões mundiais de 2022 no Qatar. Essa escolha reflete a busca pelo entrosamento perfeito, mas também escancara o envelhecimento natural de um elenco que sonha com um raríssimo bicampeonato consecutivo.
Renovação Seletiva e Ausências Marcantes
Embora a base vitoriosa do Qatar permaneça sob a regência de Lionel Messi, a lista argentina apresenta novidades e cortes controversos. O goleiro Juan Musso (Atlético de Madrid) e o atacante Flaco López (Palmeiras) ganharam vagas no grupo final. No entanto, a exclusão do defensor Marcos Senesi, após grande temporada no Bournemouth, gerou críticas, uma vez que a zaga conta com Cristian Romero e Lisandro Martínez sob constantes cuidados médicos. Além disso, a aposentadoria de Ángel Di María retira o peso decisivo de um dos maiores nomes da história da Albiceleste:
"A ausência de Di María força Scaloni a repensar a estrutura ofensiva da Argentina. O time ganha proteção defensiva ao consolidar De Paul, Paredes e Enzo no meio, mas perde a imprevisibilidade pelos lados do campo."
O Favoritismo sob Desconfiança no Cenário Mundial
Durante o ciclo preparatório de 2026, a Argentina administrou sua vantagem técnica, medindo forças contra seleções com ranking FIFA modesto, embora tenha batido o Brasil nas Eliminatórias. No tabuleiro internacional, os comandados de Scaloni dividem o favoritismo com a França e a Espanha. No plano continental, a Seleção Brasileira sob a tutela de Carlo Ancelotti (renovado até 2030) e a liderança do capitão Marquinhos (campeão europeu com o PSG) surge como principal opositora, mesmo desfalcada do jovem Estêvão (Chelsea) e contando com a sombra experiente de Thiago Silva na pré-lista de 55 nomes. Em contrapartida, a Inglaterra tenta se reestruturar após os cortes ruidosos promovidos por Thomas Tuchel. A Argentina terá de esticar a corda ao limite para consolidar sua dinastia na Copa de 2026.






