A seleção da Argélia retorna à Copa do Mundo da FIFA em 2026. Ausentes do mundial desde a memorável campanha de 2014 no Brasil, as Raposas do Deserto buscam apagar as frustrações recentes do ciclo anterior. O técnico Vladimir Petkovic, consagrado por seu excelente trabalho na Suíça, assumiu o comando para conduzir um processo de renovação em um elenco que mescla medalhistas continentais com novas promessas.
Proposta Ofensiva: Circulação Técnica e Laterais no Apoio
No papel, a Argélia apresenta uma seleção altamente técnica, dotada de jogadores inteligentes com a bola nos pés. Sob o comando de Petkovic, a equipe se mostra confortável em propor as ações ofensivas. O time costuma subir seus laterais simultaneamente para ocupar os corredores externos no ataque, forçando os meio-campistas a se centralizarem para buscar superioridade numérica e tabelas curtas.
Essa dinâmica de circulação conta com zagueiros participativos que buscam passes de ruptura por baixo para alimentar o último terço. Com um leque variado de opções ofensivas no banco, Petkovic tem a capacidade de alternar o plano ofensivo de acordo com as circunstâncias do jogo.
A Fragilidade sem Bola e a Transição Defensiva
O grande calcanhar de Aquiles da Argélia reside na consistência física e defensiva. O avanço simultâneo dos laterais deixa o time bastante exposto nas intermediárias. Caso o oponente recupere a bola com rapidez, os zagueiros e os volantes de contenção enfrentam enormes dificuldades para conter transições em velocidade, forçando a equipe a cometer faltas ou sofrer gols.
Para obter sucesso na fase de grupos, a Argélia precisará blindar sua intermediária e mostrar maior agressividade nos duelos físicos. Se conseguir baixar suas linhas compactamente para se defender de forma coordenada, o talento individual na frente poderá resolver os jogos a seu favor.
Este artigo foi baseado na análise tática em vídeo de Rafael Oliveira no YouTube. Confira a análise completa no vídeo no início do artigo.






