A classificação da Jordânia para a Copa do Mundo de 2026 coroa um ciclo memorável. Finalista inédita da Copa da Ásia de 2023 sob grande surpresa e classificada de forma direta nas eliminatórias, a seleção jordaniana faz sua primeira participação no torneio. No entanto, o sorteio colocou a equipe no grupo da Argentina e ao lado de forças tradicionais como Áustria e Argélia, desenhando uma fase de grupos de alta exigência.
O Modelo Defensivo: Bloco Compacto e Transições Rápidas
Ciente de suas limitações perante os adversários do grupo, a Jordânia se apoia em um modelo confortável atuando sem bola. A seleção costuma registrar índices baixos de posse de bola, abdicando da iniciativa e se fechando em um bloco baixo compacto para proteger a sua área. A ideia é atrair o oponente e recuperar a posse para acionar ataques diretos e rápidos.
Esse comportamento defensivo alterna momentos de pressões médias com o recuo em linhas de cinco defensores, obrigando o adversário a circular a bola pacientemente, enquanto aguardam o erro para armar o contragolpe vertical.
Os Problemas Médicos no Setor Ofensivo
A grande dor de cabeça para a Jordânia na preparação para a Copa do Mundo reside nas lesões de seus principais talentos. O atacante Yazan Al-Naimat, que atuava como falso nove abrindo espaços e conectando os pontas em velocidade, foi cortado por lesão grave. Outro ponta chave, Ali Olwan, também sofreu problemas físicos na reta final, limitando o potencial do trio que encantou o continente asiático.
Nesse cenário, a responsabilidade de criação e finalização recai sobre Musa Al-Taamari pelo flanco direito, acompanhado pelas descidas velozes de Abu Taha e Al-Mardi pela lateral esquerda. A seleção chega como azarão absoluto, mas pronta para tentar ferir seus oponentes na velocidade física e na dedicação tática.
Este artigo foi baseado na análise tática em vídeo de Rafael Oliveira no YouTube. Confira a análise completa no vídeo no início do artigo.






