A seleção brasileira chega à Copa do Mundo sob o comando do prestigiado Carlo Ancelotti após um ciclo extremamente turbulento, marcado por trocas de técnicos e resultados irregulares. A poucos meses do torneio, a comissão técnica precisou reconfigurar o planejamento diante de desfalques médicos drásticos de última hora: o zagueiro Éder Militão, o ponta-esquerda Rodrygo e a grande sensação jovem Estêvão foram cortados por lesão.
O Ferrolho sem Bola: O 4-4-2 de Ancelotti
Apesar de contar com jogadores ofensivos de elite, o Brasil do técnico italiano prima pela organização defensiva. Sem bola, a equipe monta duas compactas linhas de quatro. O gol é disputado no mais alto nível entre Éderson e Alisson. Na defesa, a lesão de Militão abriu espaço para o lateral-direito Wesley (Flamengo) ou para o zagueiro Roger Ibañez atuando improvisado, com Marquinhos e Gabriel Magalhães no centro e Alex Sandro na lateral esquerda. A sustentação central é garantida pelo experiente Casemiro ao lado de Bruno Guimarães no duplo pivot.
Vini Jr. Liberado por Dentro e o Papel de Cunha
A grande chave ofensiva do Brasil está no posicionamento de Vinícius Júnior. Para evitar seu desgaste defensivo na recomposição pelo corredor lateral, Ancelotti o escalou como o nove do time por dentro. Vini Jr. atua como o atacante mais adiantado, atacando os espaços nas costas dos zagueiros. Para dar criatividade ao setor, Matheus Cunha desempenha o papel de camisa 10 móvel, recuando constantemente para conectar passes e tabelar com o ponta-esquerda Gabriel Martinelli (Arsenal), que assume o papel de recomposição defensiva pela lateral esquerda.
As Novas Dinâmicas nas Pontas: Raphinha e Luiz Henrique
Com a baixa de Estêvão, Raphinha assume papel de destaque na meia-direita. Diferente do ponta que apenas corre pela ponta, Raphinha atua flutuando por dentro e atacando o espaço diagonal, reproduzindo sua fantástica fase no Barcelona. Para o segundo tempo, a velocidade vertical de Luiz Henrique e a presença de área de João Pedro ou do jovem Endrick garantem variações importantes, enquanto a convocação do astro Neymar permanece como um grande dilema de gestão física e de ambiente para a comissão técnica de Ancelotti.
Este artigo foi baseado na análise tática em vídeo de Rafael Oliveira no YouTube. Confira a análise completa no vídeo no início do artigo.






