A República Democrática do Congo está de volta ao maior palco do futebol mundial após 52 anos de ausência (quando disputou a Copa do Mundo de 1974 como Zaire). Após excelentes campanhas em Copas Africanas de Nações, a equipe carimbou seu passaporte para a Copa de 2026 vencendo repescagens duríssimas. Sob o comando de Sébastien Desabre, a seleção congolesa promete ser um adversário incômodo.
O Ferrolho Defensivo de Sébastien Desabre
A grande virtude da República Democrática do Congo é a proteção da própria área. A equipe atua no 4-2-3-1 ou 4-3-3 e não se incomoda em abdicar da posse de bola, defendendo em bloco baixo compacto. A linha defensiva, liderada pelo experiente zagueiro Chancel Mbemba (ex-Porto) e pelo lateral Arthur Masuaku, é o ponto mais sólido da seleção. No gol, Lionel Mpasi passa segurança.
O Meio de Operários e Contenção
Para proteger a linha defensiva, o meio-campo conta com a contenção física e o trabalho incansável de volantes como Charles Pickel e Samuel Moutoussamy. Eles bloqueiam as linhas centrais de passe e cobrem as subidas dos laterais Kalulu e Masuaku, garantindo superioridade numérica na intermediária de defesa.
Transições Verticais: A Velocidade de Wissa e Bakambu
Na fase ofensiva, o time aposta em saídas extremamente verticais e contra-ataques rápidos. O ponta esquerdo Yoane Wissa (do Brentford) e o ponta direito Theo Bongonda são os catalisadores de velocidade. No comando de ataque, o veterano Cédric Bakambu é a referência ideal: ele se dedica na pressão e ataca em velocidade as costas da última linha. Fiston Mayele (artilheiro no Egito) entra como opção de área no segundo tempo.
Este artigo foi baseado na análise tática em vídeo de Rafael Oliveira no YouTube. Confira a análise completa no vídeo no início do artigo.






