A preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 foi sacudida por um boletim médico que alterou a atmosfera na Granja Comary. O médico Rodrigo Lasmar confirmou que Neymar sofreu uma lesão de grau 2 na panturrilha direita. Com prazo de recuperação estimado entre duas a três semanas (14 a 21 dias), o camisa 10 inicia um tratamento intensivo em três turnos, transformando sua presença no Mundial em uma tensa corrida contra o relógio.
O Descompasso Institucional e o Papel do Santos
O diagnóstico definitivo expôs um descompasso institucional. O Santos Futebol Clube, último clube do craque antes da apresentação, havia enviado à CBF um ofício indicando apenas um "edema leve". Contudo, o documento não continha exames de imagem anexos ou laudos formais de profissionais de medicina. A ressonância magnética realizada pela equipe de Lasmar revelou a gravidade real da lesão, colocando em xeque o departamento médico santista e gerando ruído nos bastidores na véspera da convocação oficial.
"Neymar não será cortado antes do dia 12 de junho. A comissão técnica de Carlo Ancelotti vai usar cada minuto do prazo regulamentar da FIFA para avaliar a evolução clínica do jogador."
A data de 12 de junho é o limite absoluto para substituições médicas na lista de 26 convocados. Sob a liderança do capitão Marquinhos, o grupo tenta blindar o ambiente enquanto aguarda o parecer final de Ancelotti. O treinador italiano sempre foi pragmático em sua carreira e já deixou claro seu lema ao longo do ciclo que o renovou até 2030: não levará atletas para jogar apenas 20 minutos.
A Lição de 2018 e o Fantasma da Condição Física
O dilema sobre esperar ou não por Neymar evoca fantasmas de Copas passadas, especialmente a de 2018, quando a comissão técnica brasileira levou atletas sem plenas condições de jogo, o que custou caro nos momentos decisivos. Embora a presença de Neymar seja um diferencial técnico incontestável, o histórico médico recente do atleta e a exigência de uma Copa física exigem cautela. O Brasil também monitora outros atletas com problemas, como Estêvão, que se recupera rapidamente de lesão na coxa, e o experiente Thiago Silva, mantido na pré-lista de 55 nomes como garantia de liderança caso cortes adicionais sejam necessários.






