A seleção da Arábia Saudita desponta como uma das maiores interrogações da Copa do Mundo de 2026. A apenas dois meses do torneio, a federação tomou a decisão drástica de demitir Hervé Renard e anunciar Georgios Donis para a vaga. O ciclo foi instável: Roberto Mancini dirigiu o time sem sucesso na Copa da Ásia, e a classificação só veio de forma dramática via repescagem asiática, com o time sofrendo para empatar com o Iraque e bater a Indonésia por 3 a 2.
O Impacto do Campeonato Local e a Seleção
Apesar do investimento massivo de recursos na liga saudita (atraindo craques internacionais e elevando a estrutura dos treinamentos de clubes como Al-Hilal e Al-Nassr), a seleção nacional não conseguiu acompanhar o salto de qualidade. Pelo contrário, os atletas locais, rodeados de estrelas estrangeiras, muitas vezes perderam minutagem decisiva em seus clubes, resultando em uma clara falta de rodagem e de ritmo internacional sob alta pressão competitiva.
Dificuldades sob Pressão e Dependência de Ligações Diretas
Taticamente, o time de Georgios Donis enfrenta graves problemas contra adversários que pressionam com intensidade (como o Uruguai de Bielsa, adversário no grupo). A Arábia Saudita costuma cometer erros bobos nos primeiros passes no campo de defesa, o que forçou o time a abdicar de saídas curtas elaboradas para apostar em ligações diretas nas costas da zaga adversária.
Essa dependência da bola longa expõe a falta de alternativas de criação técnica do grupo. Donis tentará organizar a equipe defensivamente e usar o desgaste físico dos oponentes para achar chances de contragolpe, mas o cenário geral é de extrema desconfiança em relação às chances sauditas de avançar à fase seguinte do mundial.
Este artigo foi baseado na análise tática em vídeo de Rafael Oliveira no YouTube. Confira a análise completa no vídeo no início do artigo.






