De volta ao maior palco do futebol mundial após ficar de fora desde 2014, a Costa do Marfim vive um momento de reconstrução sob o comando de Emerse Faé. Ex-jogador da seleção que assumiu interinamente no mata-mata da Copa Africana de Nações em que foram campeões, Faé conseguiu consolidar uma identidade vertical e extremamente perigosa.
O Plano de Jogo: Alas e Pontas de Alta Rotação
A base da Costa do Marfim estrutura-se no 4-3-3. Com bola, o objetivo principal é encontrar rapidamente os pontas em situações de um contra um. Pelo lado direito, Amad Diallo (que evoluiu no Manchester United) flutua para dentro combinando com o ofensivo lateral Guela Doué. Pela ponta esquerda, a grande atração é Joê Diomandê, uma das maiores revelações da Bundesliga pelo RB Leipzig, notabilizado por seus dribles desconcertantes de alta velocidade.
O Equilíbrio Central: Kessié, Sangaré e o Jovem Oulaï
No meio-campo, a Costa do Marfim apresenta uma mistura de força física e agilidade. Ibrahim Sangaré (Nottingham Forest) faz a proteção defensiva, permitindo que Franck Kessié atue como box-to-box com liberdade para pisar na área adversária. A grande sensação é o jovem Yunus Oulaï (Trabzonspor), um meio-campista de baixa estatura e centro de gravidade baixo, capaz de girar sob pressão e conectar passes limpos em transição rápida.
Indefinições no Ataque e Fragilidades Defensivas
Com Sebastien Haller sofrendo com problemas físicos constantes, o comando do ataque virou uma disputa aberta. Quatro atacantes foram testados como referência, com Evann Guessand (Nice) e Elye Wahi (Marseille) despontando como principais opções. Defensivamente, a equipe apresenta vulnerabilidade devido à agressividade excessiva dos zagueiros (Ndicka e Kossounou), que tendem a sair de posição para caçar adversários no meio-campo, abrindo espaços para infiltrações nas suas costas.
Este artigo foi baseado na análise tática em vídeo de Rafael Oliveira no YouTube. Confira a análise completa no vídeo no início do artigo.






