Presente em todas as Copas do Mundo desde 1998, o Japão chega a 2026 com o trabalho mais longevo e estruturado de sua história recente. Sob o comando de Hajime Moriyasu, que já ultrapassou a marca de 100 jogos na seleção, os Samurais Azuis consolidaram uma identidade competitiva capaz de bater de frente com potências mundiais, como comprovam as vitórias recentes sobre o Brasil em 2025 e a Inglaterra em 2026.
A Estrutura Tática: Alas Ofensivos e Bloco Flexível
O desenho tático do Japão baseia-se no 3-4-2-1. A grande marca deste esquema é a utilização de pontas de origem nas alas, oferecendo agressividade nas transições ofensivas. Sem a bola, esses alas recuam para formar uma linha defensiva de cinco jogadores compacta. O goleiro Zion Suzuki se consolidou como titular absoluto, enquanto a linha de zagueiros sofre com problemas médicos de atletas fundamentais como Takehiro Tomiyasu, Hiroki Ito e Ko Itakura, forçando improvisações com Taniguchi e Watanabe.
O Motor Central: Sano e a Adaptação de Kamada
Diante da lesão grave do capitão Wataru Endo, a dupla de volantes passou por mudanças. Kaishu Sano (Mainz) assumiu a função de cão de guarda à frente da zaga, oferecendo alto volume de desarmes. Ao seu lado, Daichi Kamada foi recuado para atuar como segundo volante construtor, uma função que desempenha no Crystal Palace. Kamada oferece excelente distribuição de jogo curta e longa, permitindo ao Japão ditar o ritmo técnico contra blocos defensivos compactos.
O Carrossel do Ataque: Mitoma, Kubo e a Referência de Ueda
Na fase ofensiva, o Japão projeta uma linha de quatro meias agressivos (3-2-4-1). Pela esquerda, Kaoru Mitoma (Brighton) destrói sistemas defensivos com arrancadas individuais rente à linha lateral, podendo ter Keito Nakamura por dentro caso Minamino não tenha ritmo. Pela direita, Ritsu Doan ou Junya Ito oferecem velocidade de fundo, enquanto Takefusa Kubo e Yuito Suzuki flutuam por dentro criando superioridade numérica. Ayase Ueda atua como o 9 de movimentação, auxiliado pela energia de Daizen Maeda na pressão alta.
Este artigo foi baseado na análise tática em vídeo de Rafael Oliveira no YouTube. Confira a análise completa no vídeo no início do artigo.






