A seleção do Paraguai chega à Copa do Mundo de 2026 impulsionada por uma campanha histórica na reta final das Eliminatórias Sul-Americanas. Desde que o técnico argentino Gustavo Alfaro assumiu o comando, os paraguaios conquistaram seis vitórias, cinco empates e apenas uma derrota (para o Brasil). No percurso, bateram gigantes como Brasil, Argentina e Uruguai, carimbando o retorno ao mundial pela primeira vez desde 2010.
O Estilo Alfaro: Conforto sem a Bola e Contundência
O modelo paraguaio é pragmático e confortável em atuar sem a posse. Com a menor média de posse de bola das Eliminatórias (apenas 38%), o Paraguai prefere ceder a iniciativa, montar blocos de marcação médios ou baixos extremamente sólidos e forçar o erro adversário. Ao recuperar a bola, a transição é direta e agressiva, buscando desequilibrar através de meias rápidos e arremates de média distância.
A Linha Defensiva: Liderança e Proteção da Área
No gol, o experiente Gatito Fernández manteve a titularidade ao longo do ciclo, embora a recente naturalização do uruguaio Gastón Olveira (Olímpia) traga sombra técnica para a posição. A linha de defesa é praticamente intransponível no jogo aéreo: Gustavo Gómez e Omar Alderete formam a dupla de zaga principal. Cáceres atua na lateral direita com alguma capacidade de subida e ótimo aproveitamento em arremessos laterais para a área, enquanto o experiente Júnior Alonso (zagueiro de origem) atua como um lateral-esquerdo defensivo, formando uma saída de três defensores em posse.
O Meio-Campo: Combatividade e Versatilidade
O equilíbrio do meio-campo passa pela combatividade de Andrés Cubas como o primeiro volante posicional. Ao seu lado, Damián Bobadilla (São Paulo) ganhou espaço diante das lesões de Villasanti e oferece passe qualificado de saída. Diego Gómez (Brighton) é o motor versátil da equipe: dependendo do adversário, pode jogar como segundo volante de chegada ou como meia-direita para encorpar a marcação, liberando o talentoso Julio Enciso (Brighton) para atuar como o camisa 10 construtor com total liberdade criativa.
As Armas de Escape e a Naturalização de Maurício
Pelas pontas, Miguel Almirón oferece velocidade vertical extraordinária em transição. A grande novidade ofensiva do ciclo é a naturalização do meia-atacante Maurício (Palmeiras). Ex-seleção brasileira de base, Maurício oferece um perfil técnico diferenciado ao partir da direita para dentro, criando superioridade no meio com passes criativos. No ataque, Antonio Sanabria lidera a disputa pela camisa 9 como referência de área, com Gabriel Ávalos como alternativa para um jogo mais direto de sustentação aérea física.
Este artigo foi baseado na análise tática em vídeo de Rafael Oliveira no YouTube. Confira a análise completa no vídeo no início do artigo.






