Embarcar para cobrir uma final de UEFA Champions League é, por si só, o ápice da carreira de qualquer jornalista esportivo. Fazer isso e, na sequência imediata, emendar a cobertura in loco da Copa do Mundo de 2026 é um privilégio que beira o inacreditável. Direto do aeroporto de Guarulhos, com o passaporte em mãos e o coração apertado pela despedida da família, dou início a uma jornada de quase dois meses cruzando continentes para registrar a história do esporte mais popular do planeta.
Budapeste, o Primeiro Capítulo
O destino inicial é Budapeste, na Hungria, palco da grande decisão europeia entre PSG e Arsenal. Esta será a minha décima final de Champions comentada diretamente do estádio. Mesmo após tantas decisões no currículo, a emoção de ser escalado pela chefia da TNT Sports continua a mesma de 2015. Dividir a cabine com o brilhante Marcelo Beckler, profissional que indiquei à emissora há onze anos, é a certeza de uma transmissão de altíssimo nível para o público brasileiro. E com o PSG recém-coroado campeão após uma final eletrizante na temporada de 2025/2026, o clima europeu serve de perfeito aperitivo para o que virá a seguir.
"Eu só volto ao Brasil com o hexa na bagagem. A Copa do Mundo é o sonho máximo de todo mundo que vive o futebol: do torcedor ao repórter na beira do campo."
A Rota do Hexa e as Grandes Narrativas nos EUA
No dia primeiro de junho, o foco muda completamente. A rota Budapeste-Amsterdã-Nova York marca o início da cobertura da Seleção Brasileira. Ao lado de profissionais fantásticas como a repórter Monique Danelo e a cinegrafista Carolina Albuquerque, estarei acompanhando cada passo do elenco comandado por Carlo Ancelotti, renovado até 2030. Sob a liderança do capitão Marquinhos, o Brasil chega cercado de favoritismo, mas enfrentará rivais ferozes. Entre eles, a arquirrival Argentina, que ostenta 17 campeões mundiais de 2022, e uma reformulada Inglaterra sob o comando de Thomas Tuchel, que sacudiu o noticiário com cortes controversos de astros como Cole Palmer, Trent Alexander-Arnold e Phil Foden.
A Conta Familiar do Sonho Profissional
Se profissionalmente a viagem representa a realização de um sonho duplo, pessoalmente ela cobra seu preço mais alto. Serão mais de 45 dias longe de casa, comunicando-me com minha esposa Fabiana e meus filhos Malu e Arthur apenas por telas de celular. O choro na despedida e o ritual do almoço familiar em São Paulo servem como lembrete de que, por trás do glamour das cabines de transmissão e dos hotéis cinco estrelas, há uma saudade imensa de casa. É por eles, e por cada inscrito que faz deste canal sua segunda família, que cada linha dessa crônica esportiva será escrita com o máximo de entrega.






